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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

"Leite é amor"

Letícia Thompson diz q Amar é colocar as necessidades do outro acima das nossas próprias necessidades, sem que isso nos diminua. O verdadeiro amor não cabe em almas pequenas. Amar é acreditar quando todos duvidam. É ouvir a voz do coração quando nenhuma outra pessoa consegue escutar.
Fui convidada pela amiga Nívea Fróes do blog: mildicasdemae, para participar da blogagem coletiva, q ela está promovendo. Esta, com tema pra lá de importante, amor de mãe, embasado na amamentação, e ainda por cima, com um objetivo transcendente: incentivar a "doação de leite materno", aos bancos de leite.
Pois bem, puxa a cadeira e sente, pq deste tema - amamentação, tenho mestrado e até doutorado, diga-se de passagem (acho q abusei um pouco) rs.
Diz a minha experiência, (estou me achando), q todas são chamadas, mas nem todas classificadas, como num concurso sabe? muitas mães se preparam, para o momento intitulado único, e muitas das vezes, não por falta de esforço, não conseguem chegar lá. Frustração, frustante, frustenta...
Por isso, a necessidade de terem criado, os santos bancos de leite, acho uma iniciativa magnífica, desta infelizmente não pude participar (bico), uma vez q, tudo o q produzia era consumido pela Mel, minha abelhinha fora muito exigente no seu primeiro ano de vida, e no segundo também (rs), mamava, o dia e a noite toda. Não sobrava nada, nem minhas forças...(rs). A cerca de três meses as mamadas foram se espessando, apenas três mamadinhas ao dia, depois duas, e agora dia sim, outros não...
A pouco mais de um mês, ela vêm se desapegando totalmente, como eu disse a um tempo atrás, no outro post sobre este mesmo assunto, essa seria uma decisão nossa, tomada de comum acordo, embora tenham sido muitos, os q queriam nos forçar a findar, com este momento nosso, só nosso, e como foi assim, serenamente, não houve aquele chororô infindo (meu, sem sombra de dúvidas).
Na minha última consulta, ao Ginecologista, ele me disse q eu tinha q parar de amamentar, q meu leite não servia mais, de nada para ela, e abriu uma gavetinha de sua mesa, pegou um vidro, e disse: -toma este remédio para secar o leite, eu disse: -sim,  tomarei este para secar, e qual eu tomo para minha cabeça. Ele não captou, aliás ninguém compreende, pois, convenhamos q é uma empreitada um bucado  (modéstia) puxada, e moral da história: não tomei remédio nenhum.
Hoje, eu não quero falar da primeira mamada, nem das quantas/tantas, realizadas durante estes 2 anos e meio. Quero falar, desse amor exímio, q nasce junto com a amamentação, dentre os diferentes "momentos" q já vivenciei eu posso afirmar, q este é sagrado. Doamos amor em gotas leitosas, e recebemos um chafariz de felicidade.
Todos os dias, quando minha doce Mel acorda, ela vêm correndo para mamar, e quando ela termina, me abraça bem forte, e diz MO (fusão de mãe com amor) eu te amo! 
Sobre meu amor... É infinito. É a junção de todos os sinônimos dados para muito. É olhar carinhoso e preocupado, noites escuras - em claro, é medo, é cuidado demasiado, é segurar a própria dor, e engolir o choro. É sorrir, cantar, nunca cansar, dançar o créu, (com muita habilidade), é levantar anoite e colocar a mão próximo do narizinho, e o ouvido no peitinho do dela, para se certificar q, está respirando (inúmeras vezes), é pecar pelos excessos excessivos, é doer muito mais em mim o machucado dela, do q nela, é dependência total, minha por ela, (vivo dela e para ela), é superação dos meus limites, é perda da identidade, e ganho de uma certidão de nascimento, e um cartão de vacinas. É amamentar com esse leite-remédio, incansavelmente. É acreditar, e esperar todos os dias por um milagre! 
O amor tudo sofre, tudo crê, tudo suporta, tudo espera. 
(I Coríntios 13.7)
Meu anjo
Agradeço a Deus , por me fazer amor, ou melhor, mãe. Mãe deste anjo, q Ele me deu a honra e a missão de amar, muito mais q a mim mesma. Melissa, vc é a minha vida, eu nasci para ser sua mãe, eu nunca precisei aprender a te amar, pois, eu já nasci te amando. Te amei desde o primeiro dia, aqueeele dia, q peguei o resultado, ou seja, aquele documento precioso, onde continha, a palavra mais linda lida, em toda minha vida: POSITIVO. Te mo, te amo, te amo, te amo hoje, amanhã, depois, e depois, e depois... e sempre e pra sempre!

P.S. A Mel tem dois anos e sete meses, ainda não fala, não anda e não senta, o q ela tem, a medicina ainda não sabe, mas meu Deus sabe, Ele é o criador e sustentador de nossas vidas, e Ele tem cuidado de nós.
                                                       Com amor de mãe: Meiry